sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sal

Sal

De encontro à luz do sol
Ando em silêncio a procura do meu lugar ao céu
Ainda que seja eu o réu do vosso juízo
Ser julgado é menos o que preciso agora
Vivo o próprio siso perdido neste paraíso
No meu desencanto em total dissabor
Insípido amargo sem sabor
Amor que me tempera bem
Que seja como sal
Elemento químico natural
Puro sentimento transcendental.

E como tal sou o silício em plena forma bruta
Na gruta sem valor
Só esperando me lapidar
O tempo deixa suas marcas em mim
É a dor que me faz brilhar enfim, como cristal
Sou frágil... Se me tocar, ouça-me ressentir
Com a ressonância de um metal.




Cesar Moura

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